A trajetória política de Renato Casagrande
Renato Casagrande, engenheiro florestal e advogado de 65 anos, foi eleito senador pelo Espírito Santo no dia 4 de outubro de 2026, após renunciar ao cargo de governador. Ele obteve 995.361 votos, configurando-se como um dos principais nomes da política capixaba. Natural de Castelo, no Sul do estado, Casagrande é formado pela Universidade Federal de Viçosa e pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim. Ao longo de sua carreira, foi deputado estadual entre 1991 e 1994, vice-governador entre 1995 e 1999, e deputado federal entre 2003 e 2006. Além disso, já havia ocupado o Senado anteriormente, de 2007 a 2010, período em que se destacou como líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Como governador do Espírito Santo, Renato Casagrande foi eleito em 2010 com 82,3% dos votos e reeleito em 2018. Durante suas gestões, ele se destacou por sua atuação em áreas como segurança pública e desenvolvimento econômico, sempre buscando a articulação entre diferentes setores da sociedade e a implementação de políticas públicas eficazes.
Resultados das eleições e propostas para o Senado
No contexto das eleições de 2026, Renato Casagrande disputou uma vaga no Senado e venceu, fazendo parte de uma bancada que também inclui Evair de Melo, eleito pelo Republicanos. Para seu novo mandato, Casagrande apresentou uma série de propostas focadas em temas urgentes, como o combate ao crime organizado através da criação de uma plataforma unificada de dados que facilite o acesso de forças de segurança e do Judiciário ao histórico criminal. Ele também enfatizou a importância do financiamento federal para obras de infraestrutura essenciais, como rodovias, ferrovias e portos, e o apoio ao crédito rural.

Além disso, Renato Casagrande defendeu uma reforma do Judiciário, propondo mudanças significativas, como o fim dos mandatos vitalícios e a implementação de mandatos de 10 anos, visando assegurar maior renovação e responsabilidade no sistema judicial. Com essa plataforma, ele busca não apenas enfrentar os desafios locais, mas também contribuir para o fortalecimento da democracia e da gestão pública no Brasil.


